Acordei com uma chuvinha fina respingando pela janela aberta, um lençol amassado e tuas roupas do lado esquerdo da cama. Aquela camisa vermelha que te dei há alguns anos, aquela camisa que ficava tão bem em você. Levantei devagar, com o sono ainda pesando, andei até o banheiro e você estava lá, mais uma vez tinha se cortado com o barbeador. Você sorriu pra mim como se estivesse se desculpando, imagino que pela bagunça que causou na noite passada. Aquele sorriso bastou, afinal eu me derreto inteira quando você demonstra ciúmes.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Acordei com uma chuvinha fina respingando pela janela aberta, um lençol amassado e tuas roupas do lado esquerdo da cama. Aquela camisa vermelha que te dei há alguns anos, aquela camisa que ficava tão bem em você. Levantei devagar, com o sono ainda pesando, andei até o banheiro e você estava lá, mais uma vez tinha se cortado com o barbeador. Você sorriu pra mim como se estivesse se desculpando, imagino que pela bagunça que causou na noite passada. Aquele sorriso bastou, afinal eu me derreto inteira quando você demonstra ciúmes.
cicatriz.
Não me peça pra esperar um pouco mais, já faz quase um ano e nada mudou.
Você não tentou ser o melhor pra mim, nem sequer tentou apagar a mágoa que você mesmo causou.
Então não me diga que tudo vai se resolver porque eu já conheço essa desculpa.
Você não tentou ser o melhor pra mim, nem sequer tentou apagar a mágoa que você mesmo causou.
Então não me diga que tudo vai se resolver porque eu já conheço essa desculpa.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Picos
Um tanto desordenado, desastrado e meio lento: é assim meu coração. De manhã tá de um jeito, à tarde um meio termo, à noitinha talvez ele chore e abra um sorriso bem largo, gostoso. Ás vezes ele quer correntes, depois procura as chaves, senão quer só uma brecha, um feixe de luz. Tem dias que procura álcool, põe fogo e música alta, depois corre feito louco, quer um extintor e calmaria, um pôr-do-sol na praia e nenhum barulhinho sequer. Algumas vezes quer cores, um arco-íris de flores e amores, depois quer um cine-retrô, preto e branco somente, nenhum prisma a mais. E o que dizer dessa montanha russa que além de ir à picos pulsa? Não sei, só garanto que não há nenhuma monotonia nisso.
terça-feira, 3 de maio de 2011
-espaços.
Encontrei a felicidade, mas ainda sinto um vazio no peito e por mais que eu negue, sei que esse espaço está reservado para um amor, um alguém que eu goste o bastante para colocá-lo nesse lugar apertado, quente e acolhedor, longe do mal e perto do céu.
Um amor qualquer não me satisfaz, um "amor qualquer" não é o tipo de amor que me faria perder o chão, a noção e o juízo, não é o tipo de amor pelo qual eu morreria.
Quero mesmo é um daqueles amores ferozes, inconsequentes e sedentos do outro.Quero cartas e uma marca no pescoço, um olhar singelo e pensamentos secretos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
- contratos.
Quando a pessoa que você ama vai se casar, isso pode ser feliz ou trágico. Feliz se for com você, trágico se for com outra pessoa. No meu caso, é trágico.
Não que eu seja passível ou conformada, mas de fato é um amor impossível. Não que eu seja covarde, mas é probido. Nâo que o proibido me intimide, mas meu alvo já foi acertado, e não fui eu quem o acertei.
Sabe quando as possibilidades te atormentam e tudo o que você pensa é : "se" eu tivesse o conhecido antes, "se" tivéssemos um momento à sós .... "Se" eu já soubesse que o amava quando tivemos o único e oportuno momento para declarações.
Agora é inútil, o tempo não volta e sete anos atrás eu ainda era uma criança, inocente demais para paixões.
Não, não me imagino entrando na igreja no momento clichê em que o padre diz " - Se tiver alguém aqui que seja contra essa união [...] " Isso é cena de filme, a realidade é mais complicada, bem mais do que se imagina. Principalmente quando a pessoa é mais velha, por ética não pode se envolver com você e vai dentro de alguns dias assinar um contrato que a faz posse de outra.
- Contratos não duram pra sempre, um dia a tinta sai.
Não que eu seja passível ou conformada, mas de fato é um amor impossível. Não que eu seja covarde, mas é probido. Nâo que o proibido me intimide, mas meu alvo já foi acertado, e não fui eu quem o acertei.
Sabe quando as possibilidades te atormentam e tudo o que você pensa é : "se" eu tivesse o conhecido antes, "se" tivéssemos um momento à sós .... "Se" eu já soubesse que o amava quando tivemos o único e oportuno momento para declarações.
Agora é inútil, o tempo não volta e sete anos atrás eu ainda era uma criança, inocente demais para paixões.
Não, não me imagino entrando na igreja no momento clichê em que o padre diz " - Se tiver alguém aqui que seja contra essa união [...] " Isso é cena de filme, a realidade é mais complicada, bem mais do que se imagina. Principalmente quando a pessoa é mais velha, por ética não pode se envolver com você e vai dentro de alguns dias assinar um contrato que a faz posse de outra.
- Contratos não duram pra sempre, um dia a tinta sai.
sexta-feira, 18 de março de 2011
- [re] encontros.
Música, saudades e um sorriso teu. É nisso em que tem se resumido meus dias. Acasos e desencontros, desejos e desencantos, paixões e insanidades, ansiedade.
Daquela vez foi por acaso, destino, sorte ou do que quiserem chamar. Amanhã será por vontade, por não aguentar mais olhos distantes e vozes sem lábios. Pelas cartas que me envias-te e pelas marcas de batom que em ti deixei. Pelos anos que passaram, por um único dia em que ficamos juntos. Pelas vezes que ti insultei, que te odiei e em segredo te quis sempre ali, pertinho.domingo, 6 de março de 2011
- Try
O medo e os erros ainda me assustam, minhas noites ainda tem um pouco das tentativas e das decepções. Meus sonhos ainda são quebrados e eu acordo pensando se um dia encontrarei alguém que me conquiste apenas com a verdade. Eu quero poder ir além e sem medo, sentir tudo e não querer mais nada, gostar da realidade e acreditar que tudo ficará bem.
sábado, 5 de março de 2011
Sometimes.
O sol forte e o vento que trazia areia entre suas curvas invadia meus olhos, me impedia de continuar caminhando. Parei e sentei-me de modo que as ondas molhassem meus pés. Não foi suficiente. Caminhei mais até que pude sentir a água me envolvendo e acariciando minha pele, embaraçando meus cabelos.
Após um longo mergulho e nenhum pensamento, voltei para onde estava e me deitei de bruços, apoiando o rosto em um dos braços. Eu não esperava nada além de alguns minutos de paz e um bronzeado. Sequer imaginei a possibilidade de reencontrá-lo.
A pessoa que poucos anos atrás me fazia rir e querer sorrir. O garoto que me jogava ao chão, quebrava minhas bonecas e colava chiclete no meu cabelo. É , acho que a idade fez com que ele implicasse menos comigo, ou pelo menos fizesse algo melhor que isso.
Ele chegou, deitou-se ao meu lado e eu não escondi a expressão de desprezo, alegria e surpresa. Ele não era mais um garoto chato.Ele não era mais um garoto. Conversamos e percebemos o quanto mudamos, eu não sentia mais vontade de matá-lo, mas ele ainda parecia querer me deixar no chão, mais precisamente na areia.
Foi fácil sorrir, foi fácil ficar ali.
Fomos fáceis.
Algumas coisas acontecem por acaso, se vão e se perdem, às vezes voltam, outras vezes não.
Após um longo mergulho e nenhum pensamento, voltei para onde estava e me deitei de bruços, apoiando o rosto em um dos braços. Eu não esperava nada além de alguns minutos de paz e um bronzeado. Sequer imaginei a possibilidade de reencontrá-lo.
A pessoa que poucos anos atrás me fazia rir e querer sorrir. O garoto que me jogava ao chão, quebrava minhas bonecas e colava chiclete no meu cabelo. É , acho que a idade fez com que ele implicasse menos comigo, ou pelo menos fizesse algo melhor que isso.
Ele chegou, deitou-se ao meu lado e eu não escondi a expressão de desprezo, alegria e surpresa. Ele não era mais um garoto chato.Ele não era mais um garoto. Conversamos e percebemos o quanto mudamos, eu não sentia mais vontade de matá-lo, mas ele ainda parecia querer me deixar no chão, mais precisamente na areia.
Foi fácil sorrir, foi fácil ficar ali.
Fomos fáceis.
Algumas coisas acontecem por acaso, se vão e se perdem, às vezes voltam, outras vezes não.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Solidão.
As mãos grossas regiam as teclas do antigo piano, era noite e ele estava sozinho.
Sentia os olhos cansados fechando vagarosamente, ele resistia, não queria que a escuridão o envolvesse outra vez. Foi se rendendo aos poucos, até que tudo era negro e frio novamente.
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